Dois fortes tremores abalaram a região a oeste de Caracas nesta quarta-feira (24), registrados com magnitudes de 7,2 e 7,5, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), com menos de um minuto de diferença entre eles.
Especialistas do órgão informam que há expectativa de alto número de vítimas e danos generalizados, com estimativa inicial de mortes entre 10 mil e 100 mil. As autoridades ainda não divulgaram dados oficiais sobre feridos ou destruição total.
O ministro do Interior, Diosdado Cabello, declarou em transmissão oficial que diversos edifícios desabaram e residências foram danificadas na capital. A ocorrência aconteceu durante feriado nacional, quando muitas pessoas estavam em suas casas, data que comemora a conquista da independência da Venezuela, em 1821.
Moradores relataram que foi uma das piores experiências sísmicas já vividas na região, superando até mesmo o terremoto de magnitude 6,3 que atingiu a cidade em 1967. Equipes de socorro já se deslocaram para as áreas afetadas, enquanto o alerta de tsunami emitido inicialmente para regiões vizinhas foi cancelado após cerca de uma hora.
A Venezuela está localizada em zona de atividade tectônica, onde a Placa do Caribe interage com a Placa Sul-Americana.

Equipes de resgate retiram mulher ferida de escombros de prédio que desabou em Caracas, após terremoto — Foto: Juan Barreto/AFP

Pessoas caminham entre escombros após um terremoto em Caracas, Venezuela, em 24 de junho de 2026 — Foto: Ariana Cubillos/AP Photo

Imagem de um prédio do Bancaribe que desabou após um terremoto em Caracas em 24 de junho de 2026 — Foto: Juan Barreto/AFP
fonte: CCN Brasil