WhatsApp
NO AR AGORA Tá na Líder, Tá Bom Demais!
#Compartilhe

Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sudoeste do Japão na manhã desta terça-feira (28), provocando o desabamento de prédios, incêndios, interrupções no fornecimento de energia e deixando mortos, desaparecidos e dezenas de feridos. O epicentro foi registrado na província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, a cerca de 10 quilômetros de profundidade, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA).

 

O tremor ocorreu às 16h27 no horário local (4h27 em Brasília) e alcançou o nível 7 na escala japonesa de intensidade sísmica (Shindo), a classificação máxima utilizada pelo país para medir a força do tremor na superfície. Esse nível indica um terremoto extremamente forte, capaz de derrubar construções, causar grandes danos à infraestrutura e dificultar a locomoção das pessoas.

 

Logo após o abalo, a JMA emitiu um alerta de tsunami para áreas costeiras, com previsão de ondas de até um metro de altura. Moradores foram orientados a deixar imediatamente as regiões próximas ao litoral. Após monitoramento das condições do oceano, o alerta foi cancelado algumas horas depois, quando foi constatado que não havia risco significativo de grandes ondas.

 

As primeiras informações apontam que pelo menos 12 edifícios desabaram total ou parcialmente, incluindo imóveis residenciais e estabelecimentos comerciais. Em um shopping center na cidade de Kumamoto, equipes de emergência trabalharam durante todo o dia para localizar pessoas presas sob os escombros. Também foram registrados incêndios, rachaduras em rodovias, danos em pontes e interrupções no fornecimento de energia elétrica que afetaram dezenas de milhares de residências.

Imagem aérea mostra o shopping Aeon Mall em Kashima, em Kumamoto, parcialmente destruído após terremoto de magnitude 7,1 atingir o sul do Japão em 28 de julho de 2026. — Foto: Kyodo via REUTERS

 

Autoridades japonesas confirmaram dezenas de feridos encaminhados a hospitais da região. Além disso, equipes de resgate seguem procurando pessoas desaparecidas em áreas atingidas pelos desabamentos. O governo também confirmou a ocorrência de mortes relacionadas ao terremoto, embora o número oficial de vítimas possa aumentar à medida que as buscas avancem.

 

A primeira-ministra Sanae Takaichi convocou uma força-tarefa de emergência para coordenar as operações de resgate, atendimento médico e avaliação dos danos. Em pronunciamento, ela afirmou que todas as agências de segurança e defesa foram mobilizadas para prestar assistência às populações afetadas.

 

A Agência Meteorológica do Japão alertou ainda para o risco de fortes réplicas nos próximos dias e recomendou que a população permaneça atenta às orientações das autoridades locais, evitando entrar em edifícios danificados e permanecendo preparada para novos tremores.

 

Apesar da violência do terremoto, autoridades informaram que usinas nucleares da região não registraram anormalidades e continuam sendo monitoradas por equipes especializadas.

 

O Japão está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões com maior atividade sísmica do planeta. Por isso, o país investe constantemente em normas rigorosas de construção, sistemas de alerta antecipado e treinamentos de evacuação, fatores que ajudam a reduzir o número de vítimas em eventos dessa magnitude.

 

Fontes:

 

* Agência Meteorológica do Japão (JMA).

* AFP / NHK.

Líder 104

Líder 104 🔴 AO VIVO

Ao vivo agora:

Fale com a gente!